Hoje me bateu uma vontade de sair pelo mundo. Sinto saudade do espírito livre e aventureiro que aprisionei dentro de mim. E tudo que tenho desejado nos últimos dias é ser livre, libertar esse desejo pela vida que guardei em mim.
As vezes, a gente cria prisões e celas invisíveis, que nos aprisionam. Passamos a ver a vida por uma janela sem horizonte. Aprisionado em um mundo só nosso, onde a gente se perde dentro de nós mesmos. Isso acontece sem que a gente perceba.

Os últimos 3 anos da minha vida, foram bem difíceis, além de ter perdido meu pai, tive que aprender a lidar com vários obstáculos, enfrentar decepções, curar mágoas e cicatrizar feridas. Tudo isso leva tempo, as vezes, mais tempo do que gostaríamos. Quando me dei conta, simplesmente, não reconhecia mais a pessoa que me olha no espelho.
Não que isso seja ruim, não. Eu apenas havia mudado, amadurecido. O que antes tinha certo como eterno na minha vida, hoje já não fazia mais parte dos meu planos. O que antes era vital para minha felicidade, hoje já não me deixava com a sensação de borboletas no estomago.
Eu precisava reaprender a viver e, principalmente, a conviver com essa nova pessoa que havia me tornado. Descobrir o que, agora, me faria sentir novamente as borboletas.
Antes, virar a noite em uma balada, bebendo todas até o dia amanhecer, rodeada de ‘amigos’, era pra mim motivo de felicidade. Me sentia querida, popular… Não é que eu não goste de tudo isso, só não é mais o tipo de coisa que valorizo.
Hoje dou mais valor para os momentos de verdade, os amigos de verdade, boas conversas…
Mas, tudo o que eu quero hoje, é resgatar minha liberdade. Sinto muito a falta de ser livre.
Era do tipo de pessoa que colocava a mochila nas costas e saia sem rumo, pra onde me chamassem eu estava lá. Mas fui perdendo isso dentro de mim, fui me aprisionando. E sinto que esse espírito aventureiro esta aqui, gritando pra sair.
Meu aniversário esta chegando, e isso me lembra um ano que fui comemorar sozinha, na Ilha Grande/RJ, e voltei cheia de novos amigos. Tudo que eu quero, é voltar a sentir tudo que eu senti quando estava lá. Liberdade, paixão pela vida e a certeza que, em nenhum lugar, jamais estarei sozinha.
Não sei ainda o que farei no meu aniversário, mas deixo aqui as fotos do lugar, e de um dos momentos, mais felizes da minha vida.
Nessa época eu estava loiríssima =/
“Liberdade é pouco, o que eu quero ainda não tem nome” – Clarice Lispector












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