Quem nunca sofreu por amor, que atire o primeiro CD da Adele.
A gente ama, se envolve, faz planos, mas, na maior parte das vezes nos decepcionamos, sofremos e deixamos de acreditar no amor de verdade. A quem diga que: pra evitar decepções, não se apaixone. Mas como seria chato a vida sem a loucura de estar apaixonado.
Eu já tive muitas decepções amorosas, sofri muito no meu último relacionamento – talvez algum dia crie coragem pra contar aqui no blog – foi tão difícil, que eu desisti de querer amar. Desisti de relacionamentos, achei que isso não era pra mim. Ficar sozinha me parecia bem mais seguro.
Mudei meu foco, meus objetivos e fiquei sozinha durante um ano. E quando digo sozinha, é no bom estilo #foreveralone mesmo. E não foi tão ruim, como possa parecer. As vezes é preciso a gente dar um tempo, rever nossos conceitos, reavaliar nossas prioridades.
Dar um tempo consigo mesmo é muito bom, é importante saber viver bem sozinho. Antes de entrar em qualquer relação, a gente precisa aprender a não depositar todas as expectativas no outro. Nossa felicidade não pode existir em função de ter, ou não, outra pessoa. E, principalmente, você precisa ter resolvido todas as suas frustrações com o passado. Para então, encontrar alguém que dê vontade de continuar sendo o melhor todos os dias.

“Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.”
Caio Fernando Abreu








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